quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gothic pelourinho

Há um bom numero de anos atrás, na segunda metade da década de 90 do século passado, lembro-me de estar no show de lançamento do primeiro disco ao vivo do brincando de deus no pelourinho, em Salvador. Ao ver no telão um vídeo de Morrissey, comentei como era inusitado assistir o bardo de Manchester em pleno centro Histórico da Bahia, coração da cultura afro-brasileira. Não havia, evidentemente, nenhuma conotação pejorativa em minha observação, mas ela despertou uma lembrança em meu camarada Rogério Big Brother, que estava ao meu lado, e ele retrucou: “Que nada, aqui no Pelourinho se vê de tudo. Tempo desses a gente tava voltando pra casa de madrugada quando vê um gringo bêbado sendo “escoltado” por duas putas. A fisionomia do cara nos pareceu conhecida, quando chegamos perto, era Jimmy Page! Ao ver nossa cara de assombro, as putas perguntaram se a gente conhecia aquele gringo e sabia onde ele estava hospedado”.

Igualmente inusitado foi viajar à Bahia, novamente ao Pelourinho, para ver um evento de música gótica “underground”. De alguns anos pra cá tenho sentido que Salvador está se tornando mais cosmopolita, mais aberta a uma maior diversidade cultural, muito provavelmente por conta de uma nova política pública mais democrática e pluralista advinda com o fim do “carlismo” e sua “máfia do dendê” – não por acaso, o evento tinha o patrocínio do Governo do Estado. Fico feliz com isso, até porque a capital baiana fica perto de Aracaju e nós poderemos também, a princípio, desfrutar desses novos tempos.

Chegamos à Praça Teresa Batista por volta das 18:30. A primeira banda a se apresentar na noite já estava no palco – não sei qual era o nome da mesma, mas a julgar pelo que estava no cartaz, era “Inominável”. Uma sonoridade calcada no punk rock que se fazia por aqui no início da década de 80, ou seja: tosco, simples, direto, cru. Uma coisa curiosa sobre as bandas de Salvador é que elas, quando não estão entre as melhores em seu estilo (vide Dead Billies, Retrofoguetes, Headhunter DC, Mystifier, Vendo 147 e a já citada brincando de deus), tendem a ser extremamente caricatas, beirando o bizarro. Era o caso da Inominável, que tinha como “frontman” um figuraça esquisito trajando um vestido horrível (não sei de onde aquele cara tirou a idéia de que ele iria ficar legal daquele jeito). Não teria sido nada demais se a falta de bom senso não tivesse feito com que o show se arrastasse por um tempo mais do que o razoável para o tipo de som que eles fazem, numa interminável sucessão de sons que mais pareciam esboços de musicas - algumas, inclusive, instrumentais, o que é ridículo em se tratando de uma banda que, assumidamente, não sabe tocar.

No intervalo, discotecagem. Não é a minha praia, definitivamente, mas uma DJ simpática mandou bem nuns EBMs pesadões que colocaram a galera pra dançar. Enquanto isso, no palco, a segunda banda, Latromoden, se preparava. Tratava-se, na verdade, de uma dupla, um vocalista + um guitarrista acompanhados por bases pré-gravadas. Depois de uma interminável introdução, começa a musica propriamente dita, e mais uma vez minha teoria de botequim sobre o rock baiano se confirma: tratava-se de um pastiche de pós-punk, com clima etéreo e andamento extremamente lento, além daquelas letras pseudo-poéticas e depressivas típicas das bandas “dark” brasileiras da década de 80. O visual e os trejeitos do vocalista, no palco, eram tão caricatos que chegava a ser involuntariamente cômicos, ainda mais quando levamos em conta o figurino da criatura, com seu cabelo “lambido” de gel terminando num minúsculo “rabo de cavalo”, blusa vermelha e calça e luvas de couro pretas. Parecia uma espécie de “Wando gótico”. Aliás, acho que foi a banda mais “gótica” que eu já ouvi em toda a minha vida, com frases do tipo “não há remédio para o caos ou para o tédio, somente o suicídio” proferidas numa expressão desesperada por Robson “Sinistro” (sim, é esta a alcunha do rapaz), que até que tem um vozeirão legal, assim como o som deles não é de todo ruim, tem belos climas, bons arranjos e guitarras poderosas, mas “viajam” demais no “darkismo”. Fiquei até imaginando: seria realmente impressionante se um cara desses se matasse pra valer no palco. Todo mundo lá distraído de repente se ouviria um pipoco e pá, tá ele lá, morto, estendido no chão. Aí, sim, ia passar a levar a sério todo aquele discurso enfadonho (antes que alguém me acuse de desejar a morte do rapaz, é brincadeira, ok ? Apenas um devaneio besta de uma mente entediada tentando se distrair, e se ele pode – fez questão de ressaltar para a platéia que era brincadeira o papo de suicídio na letra – eu também posso). Mas não, muito pelo contrário, o cara (e parte do público) estava era se divertindo, alguns com a banda, outros RINDO da banda, como um figura ao meu lado que exclamou “ih, então o problema é esse, o cara é brocha” ao ouvir a letra de “Elizabeth”, outra desesperada canção de amor depressiva que dizia a certa altura: “ás vezes eu tento FODER você e não consigo”. A julgar pela reação de alguns fãs entusiasmados e do que tenho lido na net, tem quem goste, mas eu, de minha parte, só consegui ficar espantado com o “goticismo” das criaturas. Fiquei no meu canto comendo meu churrasquinho de gato com guaraná, apreciando mentalmente o espetáculo de imagens de cadáveres frios de musas repousando entre rosas e espinhos que saía da boca do vocalista. A partir daquela noite, “latromoden” virou sinônimo de depressão, algo do tipo “nossa, você acordou meio latromoden hoje, heim”. Ah, Salvador ...

Mas enfim, o motivo de nossa presença (minha e dos que me acompanhavam) era ver, finalmente, um show decente dos cearenses da plastique noir, já que o que tinha visto em Recife, no Abril pro rock, foi tumultuado e cheio de falhas técnicas. Não me decepcionei, felizmente. Antes deles, no intervalo, mais um DJ na pista, só que desta vez mandando uma discotecagem totalmente voltada para o rock brasileiro, especialmente o dos anos 80, com direito, inclusive, a algumas pérolas da new wave brasuca que há tempos não ouvia, como “Beat acelerado”, do Metrô. Poderia ter sido legal, mas o cara não era bom, não tinha a menor noção de como enfileirar musicas que seguissem um padrão sonoro coerente ou uma unidade conceitual, o que resultou numa sopa indigesta que misturava Nação Zumbi (???!!!) com Camisa de Vênus e Hard core no mesmo caldo. Resultado: pista vazia.

Plastique Noir é a melhor banda do estilo (gótico/Darkwave) no Brasil. Não são nem um pouco originais, mas conseguem emular o som que era feito por grupos como Clan of Xymox e Sisters of mercy nos anos 80 de forma extremamente competente e com boas composições, o que é importante para que não se tornem uma cópia mal-acabada de tudo o que veio antes. Muito pelo contrário, são daquelas bandas que você ouve e pensa “isso parece muito com Joy Division, mas não é Joy Division. E é bom”. É como se você estivesse ouvindo uma música do Joy Division que nunca tinha ouvido antes – o que é o caso da primeira composição mais nova que eles executaram – e eu não consigo imaginar um elogio maior que este. Grande som, assim como muito boa também foi a segunda das três inéditas que pontuaram o show. Só não gostei muito da última, que encerrou a apresentação, um tanto quanto arrastada e com um ritmo meio “truncado”. Mas nada que pudesse estragar a apresentação como um todo, que foi excelente, com direito, evidentemente, a verdadeiros “clássicos” como “Those Who walk by the night”, “Imaginary walls” e “Creepshow”. Daniel estava lá cavucando seu baixo, mazela mandando muito bem nos dedilhados e nas “caras e bocas” e Airton S. perfeito, disparando programações e batidas poderosas entre vocais cavernosos, emoldurado por um belíssimo topete “à La Morrissey”. O som estava muito bom e desta vez tudo correu bem, beirando a perfeição. Só o público eu achei meio perdido no espaço, mas Mazela agradeceu no microfone a presença de todos e falou que público de lá “agitava muito” – então tá, ou ele estava sendo “político” ou realmente estava sendo bom para eles, e se estava bom para eles e bom para mim e para as pessoas que vieram comigo, que se divertiam a olhos vistos, o resto que se foda. Foi excelente.

É isso. Espero que as coisas REALMENTE mudem na “cidade do axé e do amor” e eu tenha mais e mais motivos para me deslocar para lá, já que aqui em Aracaju, do jeito que as coisas estão, está difícil de ver ao vivo uma banda como a plastique noir, que tem um público tão, digamos, “específico”. O resto da viagem transcorreu numa boa, mas com direito a alguns episódios pitorescos, afinal estávamos em Salvador – em um deles um de meus companheiros de jornada foi ingenuamente ludibriado por uma cigana que o “tocaiou” num canto em frente ao Mercado Modelo, pediu para que ele colocasse a nota que tinha no bolso (20 reais) na mão e soprasse, só para vê-la sumir misteriosamente. “Onde está meu dinheiro?”, perguntou ele – “tá com o Senhor do Bomfim”, respondeu ela.

Clique aqui para saber mais sobre este episódio tragicômico.

Ah, Salvador ...

por Adelvan

19 comentários:

Robson disse...

adorei seus comentarios,e espero q criaturas como vc que vivem pra depreciar trabalho alheio sempre me critiquem como vc.isso realmente serve de incentivo para mim e para pessoas q realmente fazem underground em salvador.e sim sou negro com cabelo lambido mais com muito orgulho do q sou,pois nao nasci com ceus previlegios arianos.achoq vc meu caro esta no lugar errado ,ou entao bateu um misto de tesao e odio pela minha figura....nada contra mais sou HETERO!!!!!!

daniele disse...

Como diz meu amigo Robson ,que bom que existem pessoas como você pra criticar e perder seu tempo em falar mal ! pois essas criticas tenho certeza que só farão com que as pessoas sim sejam o que que são independente da sua opinião meu caro !

Carlos disse...

Toda critica é bem vinda, faz parte, entretanto, no seu caso, que possui um blog e é um “formador de opiniões”, precisa ter cuidado com as palavras, criticar uma banda apenas pq não a conhece e não gosta é reflexo de uma opinião sem base e sem respeito para com as pessoas. Se você não gostou de alguma banda do evento, simplesmente falasse que não gostou e pronto, agora criticar vestimentas, letras e comportamento com opiniões sem sentido é totalmente, desrespeitoso e infantil.

Vou assistir seu programa hoje a noite, quero ouvir a sua verborréia, quero ver o que irá comentar sobre o evento, só lamento por você que não se divertiu, não viu o trabalho das bandas nascerem e fez criticas infundadas baseadas apenas em opiniões pessoais. Nada de profissional, triste isso.

Anônimo disse...

Existem pessoas que aparecem, naturalmente, pois possuem talento, outras que ficam atrás da cortina poderiam aparecer mais preferem se deleitar com o talento alheio... E existem os que não aparecem, pq ñ tem menor talendo, mas lutam para aparecer: esses de vez em quando se travestem de críticos do trabalho alheio, e na depreciação ou na bajulhação tentar trilhar o seu caminho. Críticas vázias, com uma nada original veia cômica (caricata até), mas até engraçadinha, mas vazia.
Dou uma sugestão, conheça o trabalho das bandas a fundo e depois critique, crítica exige conhecimento e referências: O nome do vocalista da Banda Inominável, chama-se Gil, artista plástico, e tradicional na cena de Salvador, que tenta em seu som expressar tb um novo conceito de arte.
O vocalista da Latromodem,Robson, figura conhecidíssima do cenário loca e diria nacional, ex vocalista de bandas importantes como Almas Mortas (ouça o álbum Canções de Morte, Almor e Ódio, pra mim o melhor no estilo do Brasil e Almadória).
O Dj que discotecou rock nacional, chama-se Letárgico, guitarrista da Modus Operandi e de outras bandas do cenário local, pra mim uma grande referência musical (naquela discotecagem, ele quis mostrar um pouco da sua referência musical, e que nem sempre tem q ser coerente com seu ouvidos, ou seguir uma "linha").
Agora senhor, cuidados com seu comentários sobre as peculiaridades da Salvador, pq podem beirar o esteriótipo e o preconceito... sou um dos produtores do evento, e não como vc, em vez de criticar fulano ou ciclano, estou produzindo e ajudando a melhorar a cena.

Ass.: Lindomar Luis

João disse...

A nossa Felicidade é em saber que seu blog é uma merdinha que poucas almas leem e que você so fica na caneta para tentar fazer alguma coisa pela cena de Sergipe, colocar a mão na massa é totalmente diferente de sentar e escrever asneiras.

camilla disse...

“Welcome to the freakshow”
querido..eu queria lhe perguntar qual banda tem a autoria dessa música
pq..pelo que eu saiba,e pelo meu conhecimento com a plastique noir,banda que tive o prazer imenso de conhecer e inclusive dar um rolê com os caras,o nome da música é CREEPSHOW..
por favor...antes de escarrar...n esqueça que vc pode provar do seu próprio escarro..e um que seja bem esverdeado com cara de tuberculose
muito boa sorte com seu blog..

Adelvan Kenobi disse...

ops, errei o nome da música, realmente. Obrigado por corrigir.

Adelvan Kenobi disse...

Sabia que essa resenha ia gerar polêmica, mas assim como não costumo PERSEGUIR polêmicas, não FUJO delas. Só queria ressaltar que não tive nenhuma intenção discriminatória de raça em relação aos meus comentários, uma pena que tenha sido entendido dessa forma, mas não tem nada a ver. Já com relação às peculiaridades de Salvador, normal, em todo lugar há coisas que a gente gosta e eoutras que não, é assim com Salvador, com Aracaju e com qualquer lugar. São Paulo, por exemplo, eu gosto da efervescencia cultual, mas não gosto da poluição. Normal. O mesmo com Salvador, tem qualidades e defeitos, e ressaltei no texto que a cena cultural daí está melhorando a olhos vistos e se diversificando, o que eu acho sensacional. Pode não ter ficado muito claro no texto por isso vou explicitar aqui: independente de minha opinião pessoal sobre algumas das atrações, parabéns pela realização do evento. Foi muito bom.

Adelvan Kenobi disse...

Por fim: Baixei o disco do latromoden e gostei. Funciona melhor em estudio - ainda acho as letras meio exageradas, mas aí é questão de gosto pessoal, não precisam se incomodar tanto.

Anônimo disse...

Big Brother,Escarro Napalm,Adelvan?
Quem são estas pessoas?
O que fazem pelo underground?
Bando de burgueses criadores de "panelinhas" que saem do nada para lugar nenhum!

Anônimo disse...

acho que o pobre adelvan pensará duas vezes antes de escrever sobre o que não sabe...o que me dá medo que é esse tipo de gente que anda falando de música atualmente no país. Risos

Letárgico disse...

Olá, escarro! RSRSR! Sou o DJ(sem noção) Letargico, e não acho que a pista tenha ficado vazia, pois até os seguranças foram reforçados na minha discotecagem (a pista tava tremendo, meu querido), hehehe. Adoro sopa, e misturo mesmo (eu posso). Tenho um pouquinho de conhecimento para isso. Também toco na Modus Operandi, Noise Reduction (on/off) e CélulaMekânika, além de ser um dos produtores do Darktronic. É uma pena que você só tenha vindo ver a Plastique, perdeu MUITA COISA boa e interessante (a Plastique é boa e interessante, também). A Inominável fez uma apresentação muito massa, na minha opinião(adoro Sonic Youth e bandas de garagem, entre tantas outras coisas). A Latromodem mandou muito bem. Arranjos bacanas e climáticos(tudo a ver com o evento). DJ Shadow e DJ Devilla detonaram na pista. E a minha cerveja tava gelada, hahahahahah.
Ah sim, e os créditos das fotos que tão aí, cadê?
Bjão, querido escarro, e até o próximo Darktronic (quem sabe não rola Morrissey em SSA), srrsrsrs!

Anônimo disse...

Ô bondade em pessoa,que só fez um pequeno comentário inofensivo.Ao menos em nossa cidade,existe a diversidade e o respeito ao trabalho alheio.
Se sua intenção era lotar seu blog de comentários,vc conseguiu.Deleite-se.
Concordo com as opiniôes anteriormente ditas e creio que com sua inteligêcia suprema,não seja necessário,repiti-las.
Ass:Helen

Adelvan Kenobi disse...

Calma, gente, vocês NÃO PRECISAM gostar de mim, o sol nasce para todos. Essa reação exagerada me lembrou até um texto que saiu mês passada na revista Rolling Stone e que eu reproduzo abaixo:


Como alguém ousa ameaçar a Rita Lee? Ela é humana! E corintiana! (snif) Vocês têm sorte que ela ainda cante para vocês, seus desgraçados! (snif, snif) Deixem a Rita Lee em paz!!! (buááá...) Eu seria emo se a Rita Lee fosse a Britney Spears, mas não é o caso. Rita tem cérebro e foi ele, aliás, o grande culpado do ataque covarde e cruel que a cantora sofreu. Tudo começou quando ela aderiu ao Twitter - mas não para fazer 1 milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Fugindo à regra, Rita tem o que dizer e, no caso, foi contra a construção do estádio do seu time do coração em "ritaquera", pelo menos da forma que está sendo construído. E aí o império contra-atacou. A cantora foi ameaçada e chegou a abandonar a rede social temendo pela sua segurança depois que, usando palavras dela, "o Cansástico lhe atirou aos leões".

O mundo (virtual e real) não está mais preparado para artistas que têm o que dizer. Se estivesse, Justin Bieber não lançaria uma autobiografia aos 16 anos. Devem ser umas sete páginas para contar a vida e mais umas 700 de agradecimentos - e o pior é que vai vender que nem disco de padre. Agora é assim: artista legal é artista bonzinho. Um fenômeno perigoso que o apresentador Rafinha Bastos, do CQC, chamou de "lucianohuckzação", uma "bundamolização" generalizada que está transformando o nosso planeta em uma imensa chapa branca. Sim, o fenômeno é mundial, tanto que Justin Timberlake e Keith Richards foram parar no mesmo disco, o novo da Sheryl Crow! Me dá calafrios só de imaginar o resultado, mas é bom ir se acostumando porque no mundo "lucianohuckzado" é assim: todo mundo tem que gostar de todo mundo.

Susan Boyle viajou da Grã-Bretanha aos EUA só para cantar "Perfect Day" no programa de calouros America's Got Talent. Mas Lou Reed, o dono da música, proibiu sumariamente e, quando perguntaram por que, ele disse: "Eu não gosto de Susan Boyle". Susan voltou para casa chorando, a notícia repercutiu e, uma semana depois, Lou deixou a coitadinha gravar a bendita música no seu próximo disco.

Dito isto, eu proponho um teste: você acha que, tipo assim, foi muito fofo o Lou Reed reconsiderar?

( ) SIM ( ) NÃO

Se você assinalou o "sim", está "lucianohuckzado" e mais, foi por sua causa que Lou cedeu. Ele é mais uma vítima dessa "bundamolização" generalizada. Mais personalidade, mais opinião e menos "lucianohuckzação". Deixem o Lou Reed em paz. Deixem a Rita Lee em paz!

por Miguel Sokol

Anônimo disse...

È muito triste ver um dito profissional e formador de opinião se expressar dessa forma, está ai a prova de que o trabalho incomoda as pessoas que ficam atrás das sombras dos holofotes da arte em palco.
Estamos em um momento que podemos comparar a dignação do tal blogueiro ai com os comentários feito pelo comentarista da RBS, Luiz Carlos Prates, sobre o aumento de carros nas ruas esta semana, ou seja, totalmente xenofóbico, pejorativo, preconceituoso e odioso em relação ao crescimento alheio, realmente Adelvan queria um Darktronic em Aracajú em 04 dias de festival e não se contentou por ter acontecido em Salvador e isso o incomodou principalmente pela organização e pela produção do evento que estão de parabéns (alias já estamos com saudades).
Bem, já ocupei de mais os meus míseros minutos teclando para este blog, espero que Adelvan Kenobi (blogueiro) procure mais informações sobre a cena atual underground de Salvador e não fique bitolado e enlatado por “velhas bandas” o tempo todo com as velhas informações sem fundamentos e com as mesmas canções e respeite quem realmente trabalha em nossa cena (Salvador-Ba) independente de estilo, cor, raça, classe social ou região.
Sinto muito!
Lex

aordemdograveto disse...

Quando me lembro que precisava acordar 6h da manha para está no pelourinho às 6:30h, ver a montagem do som, ajudar a fazer o cenário, ou seja, todos os preparativos para fazer o maior evento do gênero em salvador e ter que ficar na correria para observar se cada detalhe do evento estava acontecendo como previsto, ver horário das bandas, dos Djs, e só sair do evento às 3h da manha do domingo, somente quando tudo estava desarmado, tudo isso para recebermos o publico, as bandas, os djs, enfim, para fazer, como disse antes, o maior evento desse gênero que salvador já viu, realmente eu fico triste quando vejo que tem gente que não saiu satisfeito do local, sei que é opinião pessoal (o que poderia não ser, poderia ser imparcial), mas isso me entristece, mas no fundo me dá mais forças para fazer ainda melhor nos próximos, nem tudo é perfeito, nem tudo é como imaginamos ser, mas não vai ser um misero comentário sobre trajes e estilos musicais que irá desvalorizar o nosso trabalho, vamos adiante, com força de vontade e muito trabalho, para fazer cada vez mais eventos em ssa, que venha mais opiniões, isso faz parte...

Abraços

Fernando Lopes, membro da Raven Produções

Will Wolff disse...

Kkkk

É ate engraçado comentar isso
Pois o cara e simplesmente é sem estilo
Conhecimento primeiro, pois, sim, vem as criticas
Se você conhecesse cada estilo como são e reparasse em suas performas em palco... Lembraria que musica não se faz só com letras e melodias
Lembro de quando conheci o rock pela primeira vez... Foi assistindo um show da banda Legião Urbana...
Renato Russo com sua dancinha deixava qualquer um louco..
Lembro também de Jimi Hendrix com sua guitarra arrebatadora...
Ambos tinham performas incríveis e sem deixar de lado a banda mais teatral que eu conheço Rammstein... Além disso de bizarro tem a banda Sopor Aeternus que alem de SINISTO é foda nas musicas dela e nem por isso o som não presta.
Latromodem é uma banda foda em tudo que os caras fazem eles são bons...
Poema – melodia – teatro e musica
Os caras sabem falar o que gostamos de ouvir e criticar uma banda dessa é querer ser fã deles um dia... Pois mesmo com criticas o cara sabe que eles são bons.

Parabéns Latrmodem!

michael bruno disse...

Que palhaço! Ter a cara de pau de sair de uma cidade-lixo como Aracaju para ir criticar o trabalho sério de pessoas que estão envolvidas profundamente com a cultura nos seus mais variados segmentos... Ainda bem que não foi no dia em que a banda do qual faço parte tocou, senão a peixeira ia comer solta, aqui na Paraíba o trunfo é pau!! Se quer ter uma opinião respeitada, que produza algo melhor para ter respaldo, mas acho difícil, muito difícil...

Adelvan disse...

Gangrena Gasosa
"Minha sinceridade é humanitária"

Uma banda ruim pra caralho
Tava abrindo o show da gangrena
Quando vi aquela merda tocando
Confesso que me deu até pena
Vieram perguntar se eu gostei
Mandei na lata a realidade
Você gosta de ser enganado,
Ou prefere ouvir a verdade?

Me senti na obrigação
De falar sem mandar recado
O melhor que você faz da vida
É ser dentista ou adevogado
Em vez de ficar vacilando
Pagando mico com essa idade
Era melhor ficar estudando
Pra passar na faculdade

Isso agrédi a natureza e não podemos incentivar
Alguém escuta leva a sério e pode até querer lançar
Quantas árvores o planeta ainda vai ter que perder ?
Quantas vão virar papel pra fazer capa de cd ?

Refrão rastadão (4x)
Minha sinceridade é humanitária !!!
Cã cã rãn cã cã, fuínro
Cã cã rãn cã cã, fuínro

O seu batuque não é som moderno
Nem você é o novo mangue bit
Pare de cantar com essa mão no saco
E de falar gíria que nem existe
Não precisa nem ser vidente
Pra adivinhar qual é o seu futuro
Um óclão tipo chico science
Style hippie de cabelo duro

Me senti na obrigação
De falar sem mandar recado
O melhor que você faz da vida
É ser dentista ou adevogado
Em vez de ficar vacilando
Pagando mico com essa idade
Era melhor ficar estudando
Pra passar na faculdade

O plástico preocupa o mundo e não é biodegradável
Contamina a natureza e polui água potável
Cada um faz sua parte mas você tem que ajudar
Cada tiragem de cd é mais 1.000 capas pra reciclar

Refrão (4x)
Minha sinceridade é humanitária !!!

Chamem o spectromen!!! dr.gori voltou a atacar !!!
Ele grava, a rock it! contrata
E nós tudo vão ter que escutar
Nas radio rock fm o dia inteiro tocando
A nova promessa do rock
Produzida por rafael ramos