quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

TRÊS

"Três" é o nome de uma exposição com os artistas plásticos Marcelo Roque, Tiago Campelo e Jamson Madureira. Estará disponível para visitação até o dia 07 de janeiro de 2011, das 10h às 19h, na Galeria do Sesc do centro (em frente ao Colégio Arquidiocesano). Perdi a "vernissage" por conta do programa de rock, mas dei uma passada lá dia desses à tarde para dar uma conferida. Fiquei positivamente surpreso com o trabalho de Marcelo, muito legal, bem desenhado e com uma excelente noção de cores e de efeitos "claro/escuro". Já as obras de Madureira, de quem nunca mais tinha visto nada novo, me decepcionaram. Achei fraco - especialmente umas caixinhas rudimentares decoradas aparentemente através de canetas esferográficas que ele colocou lá, muito sem graça. Tiago Campelo eu não conhecia, achei fraco também - boas ideias de desenhos "surreais" e/ou abstratos, mas precisa melhorar o traço e tomar umas lições de anatomia.

Mas enfim, esta é só a minha opinião pessoal.

Vá e Veja.

A.

A EXPRESSÃO PLÁSTICA DO DESENHO NA CONTEMPORANEIDADE
 


O desenho é uma prática ancestral. Rupestre primeiro confundia-se com o próprio objeto representado. Ao correr da história muda, ganha perspectivas, contornos, nuances, matizados, jogos de luz e sombra. Figurativo traduz o mundo e nos empresta certa forma de ver. Constrói secularmente um olhar sobre o mundo, um olhar sobre cotidiano, um olhar sobre as grandes questões que nos afligem.

Mapa para trajetos longos, cartas de navegação, divisão de terras, relevos, estradas, o desenho assume um aspecto um aspecto utilitário e indispensável.
História em quadrinhos, cinema, banda desenhada, o desenho abre-se para a arte, o desenho abre-se para o belo, o contemplativo o que enleva o espírito.
No nanquim, no bico de pena, no grafite, na luz/cor dos computadores, linhas mais ou menos espessas originam um universo de formas cujos procedimentos de composição se voltam para as múltiplas possibilidades de contar histórias, narrar fatos, discutir acontecimentos, inquietar e reorientar certezas.
Os trabalhos expostos mostram a plasticidade da técnica e a leveza de uma técnica que não deixa nunca de nos impressionar.
Profª. Drª. Lilian França
 



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