quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL - Balanço final


Assino embaixo de (quase) todas as observações do texto abaixo, de Autoria do jornalista Pedro Alexandre Sanches, postado na última segunda-feira, dia 01 de novembro, em seu blog:

Minha principal constatação individual, concluído o processo eleitoral, é que nunca antes na história deste país eu havia acompanhado tão intensamente uma campanha presidencial - até porque, inédita conjunção de fatores, hoje em dia há blogosfera, twittosfera, facebookosfera, orkutosfera, internetosfera ... Foi incrível, pelo aprofundamento compulsório a que isso obrigou e também pelo desgaste e pelo cansaço que trouxe (tomara que a gente descanse e acalme um pouco nos próximos tempos, né?).

"Day after", fiquei com vontade de fazer este blog comemorar a linda vitória de Dilma Rousseff da forma mais descontraída possível: brincando, que tal?, de fazer um balanço livre, leve, solto e descompromissado desta longa e extenuante campanha.

Eu, que odeio lista de "os 10 mais" & idiotices afins, proponho daqui em diante umas brincadeiras bobas, um quem-é-quem, uns palpites pessoais - quem dá mais?:

Os mais baixo-astral (Troféu Urubu): jornais (dia 1 de novembro), televisão (dia 30 de outubro), jornais, revistas e TV (a campanha inteira).

Os maiores caras-de-tacho (Troféu Sr. Burns): William Waack e Plinio de Arruda Sampaio (noite de 30 de outubro).

Pior momento individual de Serra na campanha (Troféu Idade Média): a farsa aloprada da bolinha de papel. O tropeço foi montado em pique século XX (esqueceram que hoje em dia tudo se filma, nada se ignora!) e se deu em idioma que todo mundo entende (os sambistas deitaram e rolaram com a bolinha de papel).

Melhor momento individual de Dilma (Troféu William Homer): o diálogo carne-e-osso com William Bonner no último debate, quando o cronômetro falhou. Saiu totalmente de qualquer script, e acabou aplaudida até pelo sr. Jornal Nacional.

Pior momento da campanha de Serra (Troféu Padre Francisco de Canindé): seu encontro com o fundamentalismo religioso, via Bento XVI, Silas Malafaia, Dom Luizinho etc. Eu apostaria um dedo mindinho que Serra é ateu, e que ter de tomar as posições que tomou em relação a aborto, casamento gay etc. foi um dos fundos-de-poço da carreira e da vida dele.

Pior momento da campanha de Dilma (Troféu Erenice Guerra): seu encontro com o fundamentalismo religioso, via cordas bambas em que tentava se compatibilizar com as religiões sem se incompatibilizar com os movimentos de direitos civis, e vice-versa.

Melhor momento da campanha de Dilma (Troféu Dilma Rousseff): a atitude olímpica, de jamais descer ao nível rasteiro que o adversário tentava impor.

O melhor momento de Lula na campanha (Troféu Caetano Veloso): o segundo turno inteiro, quando se recolheu ao segundo plano praticamente de cabo a rabo.

Prêmio Espelho Distorcido (Troféu Roberto Jefferson): um triplo empate, José Serra, Mônica Serra, Soninha Francine.

O melhor jingle (Troféu Lulalá): @dilmaboy.

Troféu Pede-prá-sair-perdeu-playboy (Categoria Rio) : A.P. Índio da Costa

O ativista virtual mais bem-humorado: José de Abreu.

A ativista virtual mais mal-humorada: Soninha.

O ativista virtual mais mal-humorado: Argh!naldo Jabor.

A ativista virtual mais bem-humorada: Pinky Wainer ("hay que enriquecer sin perder la ternura").

Ativista virtual-revelação (Troféu Seda Pura & Alfinetadas): Marta Suplicy.

Ativista-revelação (Troféu Hay Que Enriquecer Sin Perder La Ternura): Hildegard Angel.

O pior momento da "Veja" (Troféu InVeja): A enésima tentativa de ridicularizar Lula na última capa pré-Dilma-presidente. Pintou o presidente mais popular da história como vagabundo-pelado-com-boia-na-cintura. E ofendeu 80% do (e)leitorado brasileiro, só para variar.

O pior momento do "Estado" (Troféu Tiro no Pé): o "cortem-lhe a cabeça" a Maria Rita Kehl, porque ela fez uma avaliação óbvia (e inédita) do Bolsa-Família e, de quebra, deitou no divã a elite (i)letrada brasileira (donos de veículos de comunicação à frente).

O pior momento da Globo (Troféu Luciano Huck): empate entre 1) a truculência-pitbull de Bonner com Dilma e Marina Silva, nas entrevistas do primeiro turno e 2) o empenho "altamente relevante" em provar que no meio do caminho havia uma fita crepe (ou seria uma bigorna?).

O pior momento da Folha (Troféu Quero Me Matar): tristemente disperso, difundido e distribuído ao longo de todo o processo eleitoral (se alguém tiver paciência de enumerar a loooooonga lista...).

Musa intelectual próSerra (Troféu Regina Duarte): Maitê Proença.

Musa intelectual próDilma (Troféu Tecnobrega): Chimbinha da Banda Calypso.

Musa intelectual hors-concours (Troféu Tartaruga): Oscar Niemeyer.

Trilha sonora Serra: KLB, Sandy & Junior, Chitãozinho & Xororó, Leo Jaime, Paula Toller, Roger Moreira, Rita Lee (esta, só após o fechamento das urnas).

Trilha sonora Dilma: Alcione, Leci Brandão, Chico Buarque, Margareth Menezes, Gilberto Gil, Elba Ramalho, O Teatro Mágico, Mano Brown, Sandra de Sá, Netinho de Paula, Chico César, Alceu Valença, Marina Lima, Arnaldo Baptista etc. etc. etc. etc.

Os mais ambíguos 1 (Troféu O Estardalhaço Antes do Chá de Sumiço): Maria Bethânia, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes.

Os mais ambíguos 2 (Troféu Anfíbio): Aécio Neves. Marina Silva. Ricardo Noblat.

Pior dramaturgia eleitoral (Troféu José Serra): Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Glória Perez.

Melhor dramaturgia eleitoral (Troféu Tiririca): Tiririca.

O eleitor mais elegante: José Alencar.

Melhor eleitora (Troféu Marisa Letícia): Maria Rita Kehl.

Pior eleitora (troféu Weslian Roriz): Mônica Serra.

Melhor eleitor (Troféu Lula): Luiz Inácio Lula da Silva. E nós. :-)

Pior eleitor (Troféu FHC): José Serra.

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